Diário de Tamera

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Escola Mirja 
– Global Ecovillage Network –  Refugiado da Síria  – Parque Paisagístico en Tamera

26 de Janeiro

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEscola Mirja: Estudámos a Teoria Politica de Dieter Duhm e hoje, através das palavras de uma estudante dos Estados Unidos, Dorin. De uma forma clara e bonita ela mostrou apaixonadamente o que tinha estudado. Tocou-me o seu poder suave, a inteligência feminina, as claras e simples linhas de pensamento embelezadas pela sua experiência e questões: “ Quando vemos todas as estruturas humanas dentro de nós mesmos, surge uma grande capacidade de compaixão”.
(Autora: Sybille)

Voltei a apaixonar-me de novo por esta comunidade, não o posso evitar.
Alguns dias atrás, Lana expressou o seu desejo de falar no fórum no seu aniversário.
Hoje é o seu aniversário, mas é Domingo e nós normalmente não temos fórum aos Domingos. Na sua sapiência e no seu amor, a equipa que lidera abriu um fórum, exclusivamente para a Lana.
Antes de abrirmos o espaço para o fórum o grupo cantou para a Lana , não o previsível “Parabéns a Voçê” , mas antes uma canção da sua escolha! Quão significante e natural, e mesmo assim, quão revolucionário é, viver numa comunidade onde as pessoas não somente executam tarefas ,mas que são vistas na sua singularidade, e apoiam-se para alcançar o seu potencial maior. Vale mesmo a a pena viver em Tamera.
(Autora: Magda)

23 de Janeiro

O Mundo está a viver tais turbulências, toda a informação sobre os conflitos, crises, e conflitos pessoais. O que é que se passa na Terra?
Ontem, Martin do “ Instituto Global para a Paz”, deu uma percepção na actual situação politica no mundo. Palavras chave como Ucrânia, crise financeira, Grécia. Ele apresentou estes factos de uma maneira sóbria e factual, mas enquanto ouvia fui de quente a frio e vice versa. Depois pensei que estava a ficar doente. A horrível visão de uma guerra eminente na Europa surgiu em mim. Dificilmente me consegui proteger dessa visão. Não me quero deixar arrastar por estes cenários negativos, mas já não consigo sozinha ver-me livre destas imagens. Felizmente existem companheiros com quem posso falar. A falar com eles surgem novos pensamentos. Eu sei que esta visão horrível da guerra não vem “apenas” de um medo interior mas surge antes de um medo colectivo. E simplesmente ao ter a consciência deste facto, torna-se muito mais fácil contrariar estas imagens em mim. E de repente sinto orgulho no facto de conseguir criar novas imagens para o futuro. Encontrar um novo arquétipo para imagens da alma, para um futuro onde valha a pena viver e moldá-las com cores, barro e outros materiais.
Isto foi ontem. Não fiquei doente. Pelo contrário, hoje, sinto-me com forças e fome de acção. Estas mudanças interiores potenciam a alegria na construção de novos sistemas de vida e fortalece o prazer da antecipação em mim em continuar o caminho com os meus companheiros.
(Autora: Luan)

photo 1Durante o discurso de Sabine Lichtenfels, hoje recordei momentos de orientação e apoio que recebi durante a minha vida. Por exemplo, quando tinha 17 anos, fui recrutada, assim como todos os meus amigos pelo exército Israelita. Eu estvava perante o Comite de Saude do Exército quando percebi pela primeira vez na minha vida que tinha uma escolha. Posso escolher não ir para o exército.Descobri uma essência de liberdade que estava para além dquilo que eu sabia que era a minha realidade . Tudo o que eu precisava era dei tomar a decisão e expressar a minha vontade de não ir para o exécito, e assim tornou-se uma realidade. Aa possibilidades que a vida nos oferece são muito maiores do que as que conhecemos em um determinado momento. É bom perceber quantas vezes experienciamos momentos de verdadeira conexão e orientação que nos guiam no nosso caminho.
(Autor: Aaron)

21 de Janeiro

Às Quartas-feiras de manhã, duas jovens mulheres de 13 anos fazem o seu estágio comigo. O seu sonho é tornarem-se escritoras, e eu rapidamente notei que têm talento. As suas histórias têm momentum..Jeito com as palavras e muita fantasia. Ao mesmo tempo distraem-se com muita facilidade. Eu ouvi uma vez dizer que a inteligência de uma pessoa, atinge o seu pico nestas idades. Seja como fôr a sensibilidade de certeza. Vejo-me perante uma experiência de aprendizagem de como comunicar da forma adequada e de como dar-lhes o apoio para a construção de alicerces que suportem o seu talento.
(Autora: Leila)

Escola Mirja: Mais um dia de Educação política.Olhámos mais de perto o papel dos media de forma a evidenciar a globalização do capitalismo e a centralização da informação e com isso o poder e os recursos. Vivemos na era da informação o que significa que a informação muita vezes é o mesmo que poder. Os primeiros 15 minutos do documentário “The War You Can’t See“ de John Pilger (jornalistat Inglês e Australiano) deu uma perspectiva reveladora de como as noticias e o jornalismo estão ao serviço dos interesses industrias e militares e da economia ocidental. Aprendemos como a Televisão e a Imprensa formam opinião publica e manipulam pessoas e países inteiros de forma a conduzi-los a guerras aparentemente justificadas.

Com base em informações falsas ou escondidas os receptores dessas noticias são manipulados emocionalmente através do significado dos símbolos de forma a provocar choque e estupefacção .(…) O treino de um trabalhador pela Paz incluí a aprendi
zagem, a leitura e a compreensão da muita informação que nos chega hoje em dia sobretudo através da internet bem como da televisão e jornais.
(Autor: Merlin)

19 de Janeiro

150120_Tamera_Marisis_Sculptures_SDV_29Dias fortes no estudio de arte da Sandra a trabalhar em esculturas para o parque paisagístico “MarIsis”e Tamera. Durante a era patriarcal, muitas culturas começaram
quando uma pessoa santa matava o dragão ou a cobra:era o símbolo da vitória sobre a cultura antecedente.

Como é que fundamos a nova cultura sem a necessidade de derrotar a antiga? Como será quando não queremos mais combater quaisquer inimigos? Como é que lidamos com as forças que tão fortemente receamos no subconsciente? Desenhar o parque paisagístico significa trabalhar com os valores fundamentais de uma cultura não violenta, uma cultura de Paz. Neste processo percebemos que paz é muito mais do que a ausência de guerra. Somos mesmo desafiados a integrar as forças tremendas da vida, da morte, do lado selvagem…de uma forma que eleve Paz .
Estamos a trabalhar com figuras santas de outras culturas. Assim, queremos implantar um exemplo em como temos que honrar todos os impulsos culturais; todas as culturas têm o seu lugar especial no todo. E para além de tudo existem as perguntas: “ Como genuinamente criamos não violência? Como é dissolvido o pensamento hostil? Não violência não é fraqueza, requer coragem e um estado de presença elevada.
(Autora Rahab)

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