Carta Dezembro

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Caros estudantes da Escola Terra Nova, caros amigos e aliados pro uma nova Terra!

Enviamos cumprimentos deste início de Inverno em Tamera. Nós – responsáveis pelo Biótopo de Cura I – utilizamos agora o tempo para reflectir, visionar, e reajustar as nossas prioridades. Após as viagens de sucesso que realizámos neste Outono (principalmente pelos EUA e pela Alemanha/Áustria/Suíça) sentimo-nos encorajados e queremos re-estruturar e transformar Tamera de forma a poder aceitar mais plenamente a sua tarefa global de cura.

Antes de mais, convidamos-vos a ler um artigo escrito pelo nosso amigo Alnoor Ladha, director executivo da “The Rules”, no qual ele analisa de forma brilhante o livro Terra Nova, escrito por Dieter Duhm: “Killing the Caterpillar: Competing Worldviews at the Chrysalis Stage of Humanity” http://bit.ly/1RIw6Md [Matando a Lagarta: Cosmovisões Concorrentes no Estágio Crisálida da Humanidade]. Se gostarem do artigo, por favor divulguem-no entre os vossos amigos.

Considerem oferecer o livro, “Terra Nova: Global Revolution and the Healing of Love” [Terra Nova: Revolução Global e a Cura do Amor], (http://terranova.tamera.org) aos vossos amigos, colegas e familiares. Jacqueline Sa, autora da “Exultation, Erotic Tales of Divine Union”, diz: “Li todos os livros de Dieter Duhm e este é o seu melhor até à data. (…) Para mim, não há melhor dádiva de amor nesta época festiva de dádiva, do que espalhar a palavra pelo sonho conjunto de um futuro mais bondoso entre humanos, globalmente, e pela nossa querida Terra.”

O mundo Cristão celebra o advento, um tempo de contemplação e preparação para a chegada da luz. Por volta do solstício de Inverno (pelo menos no hemisfério Norte), o tempo de noite e escuridão atinge o seu pico. Este ritmo anual era honrado em diversas mitologias antigas e culturas pagãs, e a cristandade adoptou o ritual através da celebração do advento. Hoje podemos traduzir este processo de forma ainda mais abrangente, alargando-o a toda a humanidade e dizendo — vivemos em tempo de advento planetário, em antecipação e preparação para uma nova luz, após uma era tão longa de violência, medo e separação.

No seu livro “Sources of Love and Peace” [Fontes de Amor e Paz], Sabine Lichtenfels deixa a “Deusa” da “alma do mundo” falar através dela. A deusa diz,
Não posso operar totalmente através de ti até que tenhas nascido plenamente, e isso significa descobrir-Me e aceitar-Me plenamente, e deixar-Me trabalhar plenamente através de ti. Significa reconheceres e aceitares a autoridade que tens através de Mim, também em situações difíceis. Isto ocorre quando a tua conexão Comigo foi restabelecida.

O nascimento que está para vir já não é o do redentor individual, mas o de um messias colectivo. A nossa natureza divina quer renascer globalmente e tocar a luz do mundo. O filósofo Ernst Bloch referiu-se a esse processo como à “consciência do nosso advento”. Ele consiste na transição de uma velha identidade egóica para a verdadeira identidade divina. Podemos chamá-la de “natureza crística”, “shekinah interior”, “atman”, ou simplesmente “eu superior”.

Ao criar Biótopos de Cura, comunidades, grupos de estudo, espaços espirituais e intelectuais de encontro, e redes globais, queremos oferecer um canal de nascimento para este potencial divino contido na humanidade, potenciando a sua manifestação na Terra. Este nascimento pode apenas ser bem-sucedido quando trabalhamos em conjunto – ao ligarmo-nos uns aos outros, apoiando-nos mutuamente, cultivando um espírito solidário e focando-nos globalmente num objectivo comum.

O advento planetário é também um advento político; é urgentemente necessário reflectir, ao enfrentar catástrofes globais que já não podem ser resolvidas com recurso às “soluções” conhecidas. O El Niño que se espera neste Inverno, as alterações climáticas, a crueldade das guerras no Médio Oriente e o fluxo interminável de refugiados que inunda a Europa… Um número crescente de activistas sente necessidade de um mergulho mais profundo, de forma a encontrar respostas às notícias alarmantes.
Arundhati Roy, romancista Indiana e activista anti-globalização, publicou recentemente um artigo comovente sobre o seu encontro com o denunciante Edward Snowden em Moscovo. Depois das explicações de Snowden sobre a forma como as sociedades Ocidentais “caminham sonâmbulas rumo a um estado de vigilância total”, e sobre a forma como o “amor às nações” conduz pessoas aos actos mais atrozes, Roy escreve, “E que dizer do nosso falhanço? Escritores, artistas, radicais, anti-nacionalistas, inconformistas, descontentes – que dizer do falhanço da nossa imaginação? Que dizer do falhanço em substituir a ideia de bandeiras e países, por um Objecto de Amor menos letal? Os seres humanos parecem incapazes de viver sem guerra, mas eles são também incapazes de viver sem amor. Portanto a questão é, o que amar?
Aqui podem ler o artigo na íntegra: http://bit.ly/1LEQy9b

Neste tempo em que vivemos, é evidente que o activismo político não pode esquivar-se a lidar com os temas mais existenciais e profundos da vida humana. De forma a encontrar as soluções urgentemente necessárias para o mundo, somos desafiados a rever as nossas premissas basilares acerca da vida, amor, Eros, propósito, Deus e futuro.
Como sempre, aguardamos com entusiasmo pelos vossos comentários e enviamos saudações calorosas deste tempo de nascimento (interior)!
Martin Winiecki

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