O mandamento do amor é uma questão política

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por Dr Dieter Duhm
O seguinte mensagem-de-natal não é só para os cristãos. Não está vinculado a nenhuma religião, nem ao dia 25 de Dezembro.

Jesus viveu há 2000 anos atrás. Era o desejo do reino divino, substituir a cultura de violência por uma cultura de paz. O mundo estava sob o domínio colonial dos romanos, e estava repleto de inimigos. Mas, mesmo quan- do envolvido com inimigos, Jesus não quis usar os meios da violência, mas sim os do perdão e da graça. Ele pregou o Evangelho da reconciliação e do amor ao próximo. Isto foi um passo novo, fundamental para a evolução da nova cul- tura humana.

Mas a tentativa falhou. Ainda não estava ancorado o suficiente dentro das pessoas. Por conseguinte, pôde ser destruído pela igreja e pelo Estado. Os seguidores deste Evangel- ho original foram destruídos, os antigos poderes continuaram a viver com roupagens diferentes. A experiência não pôde ter êxito, porque ainda não existia a base social e política para isso. Hoje, queremos retomar o Evangelho de Jesus, e continuar com ele num nível novo.

O Natal é a celebração do nascimento de Cristo. Deus veio à Terra numa forma hu- mana. Assim, para que os rebentos possam crescer, precisamos de estufas de confiança. Hoje, 2000 anos mais tarde, as estruturas da sociedade devem ser criadas de tal forma que este evento possa permanecer. Os mandamentos da verdade e da caridade, não podem ser realizados numa sociedade baseada na repressão e na fraude. As promessas do Evangelho podem apenas ser cumpridas se mantidas em novas estruturas sociais, sexuais, ecológicas e económicas. A Jerusalém celeste deve ser trazida cá para baixo, para a Terra real, nos relacionamentos amorosos verdadeiros, nas famílias, comuni- dades, locais de trabalho e universidades, nas florestas, rios e lagos, nos laboratórios de pesquisa sobre a água, os alimentos e a energia.

O mandamento do amor é uma questão política, o seu cumprimento exige uma renova- ção fundamental das nossas estruturas sociais. Essa é a linha de pensamento do projec- to de Tamera. Consideramos que este é uma continuação coerente do Evangelho. Nós não somos uma igreja, mas sim um projecto de pesquisa para um futuro sem guerra. Transcrevemos o vindouro “Reino de Deus” em jardins do Novo Mundo e numa rede planetária de uma nova era.A “Terra Santa” não está na Galileia. Está sim, em qualquer lugar, onde as pessoas cooperam umas com as outras no espírito do Novo Evangelho. A Terra Santa pode ser em Portugal e em todas as parcelas do nosso planeta, onde a mensagem pode nascer de novo. A mensagem da Terra Nova, de um mundo sem medo. O nascimento de Cristo: é o nascimento de novas comunidades e biótopos de cura, é a alegria das crianças, a alegria dos animais. É o nascimento do novo ser humano e da nova civilização, que se espalha com carinho e protecção pela Terra. O nascimento de Cristo: é o nascimento de uma nova era, em que o amor entre homem e mulher é sempre preenchido – Em nome de todas as crianças e de todas as criaturas.

Um agradecimento a todos os trabalhadores pela paz e a todos os grupos que tra- balham neste sentido!

One thought on “O mandamento do amor é uma questão política

  1. Não sei Inglês o suficiente para entender a maioria dos vossos textos, por isso tenho-vos acompanhado só nos trechos em Português, no entanto não deixo de estar inteiramente de acordo e em comunhão com os vossos princípios e o modo de existência. Sempre convosco Nuno Abreu.

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